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Bets suspendem acordo de serviços de prevenção a manipulação de resultados no esporte após MP do presidente Lula

| By Gildo Mazza
Contrato de cooperação firmado entre a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e a Sportradar mantinha duas plataformas educacionais sobre integridade esportiva.
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A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) notificou extrajudicialmente a Sportradar para o rompimento do acordo de cooperação entre ambas voltado à prevenção da manipulação de resultados no esporte. A Sportradar é uma das principais empresas globais de monitoramento de match-fixing. A medida decorre do fim do mercado regulado de bets, determinada pela Medida Provisória (MP) 1.394, editada pelo presidente Lula.

O acordo havia sido firmado entre a ANJL e a Sportradar em fevereiro deste ano no âmbito de outro, firmado com o Ministério do Esporte em setembro de 2025. O contrato previa a manutenção de duas plataformas educacionais voltadas tanto a agentes do esporte quanto autoridades que atuam no monitoramento, detecção e recebimento de denúncias.

“Esta é a primeira das muitas consequências, infelizmente, da MP do governo federal. As plataformas mantidas pela ANJL ofertavam módulos dedicados, entre outros temas, aos riscos das apostas, ao monitoramento e à detecção, às regras e regulamentos e aos canais de denúncia. Perdem o esporte, os atletas e também os apostadores, que migrarão para plataformas ilegais e ainda estarão sujeitos a resultados manipulados nas apostas”, diz Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

A afirmação do presidente se deve ao fato de que, apesar do fim do mercado regulamentado, em função da MP, as apostas continuarão sendo feitas no Brasil. Elas acontecerão em milhares de plataformas ilegais, e também seguirão existindo os casos de cooptação de atletas, em diversos esportes, mas principalmente no futebol, por esquemas de manipulação.

“Nenhuma plataforma ilegal está preocupada com casos de manipulação de resultados. Elas desejam tão somente tirar o dinheiro do apostador. Essa preocupação, por outro lado, era e é permanente nas empresas legalizadas. Trata-se de um efeito nefasto de um ato repentino e inconsequente do Executivo”, afirmou Plínio.