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Presidente do STF defende combate duro às bets ilegais por meio de uma regulação financeira para barrar organizações criminosas

| By Gildo Mazza
Edson Fachin afirmou que a criação de varas especializadas no combate ao crime organizado representa uma resposta concreta do Poder Judiciário ao avanço das facções criminosas no Brasil.
Presidente do STF defende combate duro às bets ilegais

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, participou da solenidade de instalação das novas Varas Estaduais especializadas em Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). No evento, defendeu combate duro às bets ilegais. Segundo ele, o Judiciário tem ampliado a atuação para combater novos mecanismos utilizados pelo crime organizado. Entre eles o uso de plataformas clandestinas de apostas e de empresas aparentemente lícitas para a lavagem de dinheiro.

“Não me refiro ao mercado regulado. Mas às plataformas clandestinas e às empresas que têm sido utilizadas como instrumentos de organizações criminosas”, afirmou. Para Fachin combate duro às bets ilegais é um dever do Estado.

Ameaça ao Estado de Direito Democrático

“A relação entre o crime organizado e as bets no Brasil é um tema estruturalmente relevante para despertar, cada vez maior, a necessidade de uma regulação financeira que esteja atenta para este grave problema social e de segurança pública”, disse.

O presidente do STF lembrou que o crime assume um caráter transnacional. “Os serviços são localizados fora do Brasil em empresas constituídas em outras jurisdições”. De acordo com Fachin o combate duro às bets ilegais é um dos caminhos contra organizações criminosas,

No evento, Fachin afirmou que o crime organizado “não é apenas um problema de segurança pública, mas uma ameaça ao próprio Estado de Direito Democrático”. Segundo ele, essas organizações corroem as instituições e financiam a violência. Elas utilizam o sistema financeiro para ocultar recursos ilícitos e desafiam o Estado de assegurar a efetividade da Justiça.

Para o ministro, a especialização da Justiça Criminal representa um compromisso público com o fortalecimento da jurisdição penal e da democracia.

Segundo Fachin, o Supremo tem desenvolvido iniciativas com o Bacen e a CVM para estruturar medidas de enfrentamento a essas práticas. Para o ministro, os desafios impostos pela criminalidade organizada exigem respostas efetivas. “Os desafios são imensos e é preciso enfrentá-los com atitudes concretas. O Estado de São Paulo está dando um grande exemplo”, disse.