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Brasileirão volta sem bets nas camisas e manifesto em placas de campo contra proibição da atividade

| By Gildo Mazza
"Proibir não é proteger" e outras frases destacam efeitos da Medida Provisória e lançam portal com informações sobre o setor regulado.
Brasileirão manifesto proibição bets

O manifesto das bets legalizadas contra a MP 1.394/2026 continua em campo na volta do Brasileirão após a Data FIFA. Em nove jogos da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, que começou nesta quarta (7) e segue hoje, empresas associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cedem os espaços publicitários nas placas ao redor do campo para a campanha “Proibir não é proteger”. Objetivo é alertar que além de prejudicar o futebol, a proibição das bets levará os apostadores ao mercado ilegal.

Assinado pela ANJL e IBJR ao lado das operadoras licenciadas do Brasil, o manifesto defende que a proibição não acaba com as apostas no país, mas acaba com a proteção de quem aposta. O documento também alerta para o avanço do mercado clandestino, explorado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais contra a população mais vulnerável.

Combate a sites ilegais

ANJL e IBJR reforçam sua preocupação com o endividamento das famílias e com o jogo problemático. Para as entidades, quem tem as melhores condições de enfrentar o problema é um mercado altamente regulado. Por isso, se colocam à disposição para discutir limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas de publicidade, cuidado com a saúde mental e mais rigor no combate aos sites ilegais, medidas que não podem ser exigidas de quem opera na clandestinidade. Para elas, proibir não protege o apostador: apenas o empurra para ambientes sem fiscalização.

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, afirma: “Por meio do manifesto, mostraremos, mais uma vez, a importância do mercado regulado de apostas tanto para os apostadores quanto para toda a sociedade e que não se mudam regras no meio do jogo. É fundamental dar transparência às contribuições da indústria para o país, inexistentes no mercado ilegal, que, infelizmente, a partir da Medida Provisória, passou a dominar 100% das apostas no Brasil”.

Lemos Jorge acrescentou, ainda, que o manifesto é mais uma iniciativa da indústria no combate aos sites clandestinos. Em agosto, houve o movimento “Todos contra o ilegal”, apoiado pela ANJL, que, além de reunir atletas e artistas conscientizando os apostadores sobre o mercado regulado, lançou um site e perfis nas redes sociais (@todoscontraoilegal) com dados sobre o setor e as regras previstas na legislação.

Carlos Lima, presidente do IBJR, destaca: “A proibição não faz a procura por bets desaparecer. Ela apenas a empurra para as plataformas ilegais, que não oferecem as garantias e os mecanismos de proteção do mercado regulado. E, quando a norma muda de um dia para o outro, as consequências vão além das empresas: atingem os clubes, os patrocínios e os trabalhadores. As demissões já somam mais de 3,5 mil pessoas, com impacto direto sobre suas famílias. Essa é a mensagem que queremos passar com a ação: proibir não é proteger. Precisamos de mais fiscalização e de estabilidade, não de uma ruptura que destrói empregos e empurra os apostadores para a clandestinidade”.

Quatro blocos

Nesta nova fase, as placas trazem quatro blocos de mensagens, sempre com o lema do manifesto:

  • BLOCO 1

PROIBIR NÃO É PROTEGER

NÃO SE MUDA A REGRA NO MEIO DO JOGO

PROIBIR QUEM SEGUE AS REGRAS FAVORECE QUEM?

  • BLOCO 2

PROIBIR NÃO É PROTEGER

NÃO É SÓ O FUTEBOL QUE PERDE

QUEM LUCRA COM AS BETS ILEGAIS?

  • BLOCO 3

PROIBIR NÃO É PROTEGER

A DEMANDA NÃO ACABA, APENAS MUDA DE ENDEREÇO

A QUEM INTERESSA O MERCADO ILEGAL?

  • BLOCO 4

PROIBIR NÃO É PROTEGER

CONHEÇA MAIS SOBRE A REGULAÇÃO DAS APOSTAS

WWW.APOSTOQUEVOCENAOSABIA.COM

Por meio da ação, foi lançado o site www.apostoquevocenaosabia.com. Nele, o público poderá conhecer as seis proteções que o mercado regulado garante a quem aposta:

  • reconhecimento facial para abrir conta e sacar;
  • pagamento de impostos com destino às políticas públicas definido em lei;
  • restrições à publicidade;
  • limites de jogo responsável e autoexclusão;
  • bloqueios de acesso de menores de idade e uso do cartão de crédito
  • monitoramento contra manipulação de resultados;
  • prevenção à lavagem de dinheiro.

Para cada tema, o site explica como a regra funciona na prática e o que o apostador perde quando a regulação deixa de existir. Entre os dados reunidos, está o repasse de R$ 4,53 bilhões em 2025 para áreas definidas em lei, como esporte, segurança pública, educação e saúde. O conteúdo é todo referenciado, com leis, portarias e estudos listados na seção de fontes.