Regulamentação dos fornecedores B2B é próximo passo para consolidar mercado de apostas no Brasil, defende CEO da Cactus Gaming
A regulamentação dos fornecedores B2B deve representar o próximo grande avanço do mercado regulado de bets no Brasil. A avaliação é de Thiago Garrides, CEO da Cactus Gaming. Ele participou do painel “O avanço do licenciamento B2B no Brasil”, durante o GAT Brasil, um dos principais encontros da indústria de iGaming da América Latina, que teve apoio da World Gaming Business.
O debate ocorre em um momento decisivo para o setor. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) mantém aberta uma consulta pública para receber contribuições sobre a regulamentação dos fornecedores de serviços que atendem as bets. As sugestões podem ser enviadas até 9 de setembro, antes da publicação da norma definitiva. O objetivo é a regulamentação de todo o ecossistema de fornecedores B2B para bets.
Todo o ecossistema será certificado
A proposta amplia o alcance da regulamentação para empresas responsáveis por plataformas (white labels), provedores de jogos, serviços de KYC (Know Your Customer), fornecedores de dados e outros prestadores de serviços essenciais ao funcionamento da indústria. A expectativa é estabelecer critérios mínimos para reconhecimento da capacidade operacional desses fornecedores. Isso fortalecerá a segurança jurídica e os mecanismos de supervisão do mercado.
Na avaliação de Garrides, a iniciativa marca uma nova etapa do processo regulatório brasileiro. Ela deixa de concentrar as exigências apenas nos operadores licenciados e passa a abranger toda a infraestrutura responsável pelo funcionamento do mercado.
“A regulamentação dos fornecedores B2B representa um dos movimentos mais importantes da evolução do mercado regulado de apostas no Brasil. Ela amplia o olhar da regulação para toda a cadeia tecnológica do setor. Com isso, tecnologia, governança e compliance deixam de ser diferenciais competitivos para se tornarem requisitos fundamentais de atuação”.
Aumento da segurança para operadores e apostadores
Segundo o executivo, a medida tende a elevar a profissionalização da indústria. Especialmente por estabelecer padrões técnicos mais robustos para empresas que fornecem soluções ao mercado regulado.
Entre os principais benefícios esperados estão o aumento da segurança para operadores e apostadores e maior transparência das operações. Fortalece ainda mecanismos de rastreabilidade e reduz riscos operacionais e reputacionais. Além disso, incentiva a adoção de práticas de governança mais maduras em toda a cadeia de fornecedores.
Garrides reconhece que a nova regulamentação também trará desafios, especialmente para empresas menos estruturadas. Elas precisarão ampliar investimentos em compliance e adequação regulatória. Ainda assim, acredita que os ganhos para o mercado serão significativamente superiores aos custos de adaptação.
“É natural que o aumento das exigências eleve o nível de compliance e imponha novos desafios para parte do mercado. Mas esse movimento fortalece a credibilidade do setor e aproxima o país das melhores práticas adotadas pelas jurisdições mais maduras do mundo”.
Amadurecimento do mercado regulado de bets
Para o CEO da Cactus Gaming, a consulta pública representa uma oportunidade para que empresas, entidades e especialistas contribuam para a construção de um ambiente regulatório equilibrado, capaz de preservar a inovação sem renunciar à segurança jurídica e à integridade das operações.
“O amadurecimento do mercado regulado brasileiro passa pelo fortalecimento de toda a cadeia B2B, e não apenas dos operadores. Construir uma regulamentação moderna, que incentive a inovação e estabeleça elevados padrões de governança, será fundamental para consolidar o Brasil como um dos mercados regulados mais relevantes da indústria global de apostas”.
A participação da Cactus no GAT Brasil reforça seu posicionamento como uma das protagonistas das discussões sobre a regulamentação do setor. Ao defender uma regulação que alcance toda a cadeia, a companhia reforça seu compromisso com um mercado mais sustentável.