Pesquisa identifica que 11% dos menores de idade realizaram apostas online no Brasil
É alarmante o resultado de uma pesquisa da Ipsos. Encomendado pela Unico, empresa global de verificação de identidade, os dados mostram a utilização de plataformas por jovens entre 10 e 17 anos, o que é proibido no Brasil. O estudo apontou que 11% dos menores de idade realizam apostas online no Brasil em 2025. Isso demonstra o amplo domínio de sites de apostas clandestinos, que não seguem as regras de proibição e de KYC determinadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
Desde que o setor foi regulamentado em 2023, a SPA definiu medidas rígidas para evitar que menores de idade utilizassem as plataformas de apostas. Tanto a proibição de menores quanto o reconhecimento facial foram determinados pela Portaria SPA/MF nº 722/2024.
Para realizar o cadastro em um site legal de apostas, o usuário é obrigado a fornecer todos os dados pessoais e o CPF, além de passar pela identificação facial. No caso de detecção de que o usuário é menor de idade, as plataformas devem rejeitar o cadastro.
Não é o que acontece com plataformas clandestinas, que não seguem as determinações impostas pela SPA e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, aprovado em março deste ano.
Números da pesquisa
O estudo da Ipsos, realizado com 1.200 jovens entre 10 e 17 anos, apontou que 11% dos menores de idade realizam apostas online no Brasil durante 2025. Meninos de 16 e 17 anos foram o maior grupo de apostadores, com 20% deles terem afirmado que fizeram apostas online. Entre as meninas de 14 e 15 anos, 14$ delas afirmaram terem eitos apostas.
A pesquisa revela que o maior período em que menores fizeram apostas foi nos últimos quatro meses de 2025, com 9% dos entrevistados terem respondido sim à pergunta se fizeram apostas.
O principal motivo para os menores realizarem apostas foi a curiosidade para 41% dos entrevistados. 34% deles afirmaram terem feito apostas pela possibilidade de ganhar dinheiro fácil.
Esses dados foram compilados pela Coluna do Estadão e mostra o quão prejudicial é a proliferação de sites ilegais de apostas no Brasil. Eles não adotam critérios de segurança no momento do cadastro nas plataformas.
As bets legais adotam todas as exigências das portarias que regulamentaram a atividade no Brasil. Elas vêm apontando a importância de coibir sites clandestinos, que não se importam que menores apostem.