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Novo projeto de lei no Brasil visa proibir a retenção de clientes por meio da proibição de programas de fidelidade e cashback

| By Kyle Goldsmith
Girão afirma que as mudanças são necessárias para evitar novos danos causados pelo jogo, embora os bônus de boas-vindas já sejam proibidos no país.
projeto de lei Brasil

Eduardo Girão, um crítico de longa data do jogo no Brasil, apresentou um projeto de lei que visa proibir certos mecanismos de incentivo e retenção no setor de jogos online, como programas de fidelidade e cashback.

O projeto de lei nº 1018, do senador Girão, divulgado esta semana, visa alterar a Lei nº 14.790, que legalizou as apostas no Brasil em dezembro de 2023.

O projeto de lei proíbe que os operadores de apostas licenciados no Brasil “criem, mantenham ou divulguem mecanismos para incentivar, reter ou estimular” o jogo.

O PL nº 1018 também proíbe programas de lealdade, recompensas ou pontos, bem como a concessão de cashback aos apostadores.

Promoções condicionadas a depósitos, manutenção do saldo ou continuidade da atividade na plataforma também seriam proibidas ao abrigo da medida.

A gamificação também seria proibida, o que incapacitaria os operadores de apresentar objetivos, missões ou desafios, bem como classificar os jogadores com base na sua atividade de apostas.

Só seria permitida a comunicação com os jogadores que fosse “informativa, institucional ou educativa”, devido a uma proposta de proibição da comunicação personalizada destinada a incentivar os jogadores a apostar com base em seu histórico de apostas.

Se o projeto de lei for aprovado, os operadores licenciados terão 90 dias a partir da sua publicação para adaptar suas plataformas e contratos.

Por que Girão apresentou este projeto de lei?

Girão tem se mantido firme em sua postura contrária ao jogo, pedindo repetidamente que a regulamentação das apostas online seja revogada devido aos seus impactos sociais.

Em sua exposição de motivos do PL nº 1018, Girão voltou a criticar o setor, alegando que a legalização “deu início a um cenário de profunda preocupação social, econômica e institucional”.

Embora já haja proibição de bônus de boas-vindas, Girão acredita que são necessárias mais restrições para impedir que os operadores retenham jogadores com base em seu comportamento anterior nas apostas.

“Esta é uma atividade cuja lógica muito económica depende da perda repetida do usuário, que impõe ao Estado o dever de agir firmemente para mitigar os seus efeitos nocivos”, disse Girão.

“Perante este cenário, a aprovação desta proposta representa uma medida necessária para mitigar os efeitos socialmente adversos da atividade, preservar a dignidade econômica da população brasileira e melhorar o equilíbrio regulatório do setor”.

Políticos brasileiros continuam criticando jogos de azar

O setor de apostas regulamentadas tornou-se um tema bastante polêmico entre os políticos brasileiros.

No início deste mês, o presidente Lula despertou a ira do setor ao exortar o governo a se unir para proibir as apostas online, descrevendo o vício em jogos de azar como uma “tragédia”.

O fundador e CEO da Atucha, Ramiro Atucha, descreveu os comentários de Lula como desrespeitosos aos operadores que investiram no mercado brasileiro.

Ele alertou também que a proibição das apostas online apenas alimentaria as atividades do mercado negro, declarando à iGB: “Tenho dificuldade de acreditar que alguém tão inteligente quanto (Lula) não saiba que os jogadores acabarão indo para o mercado não regulamentado. 

Todos os problemas que eles estão citando dizem respeito a operadores não regulamentados, e não a operadores regulamentados.”

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