Ação integrada combate organização criminosa responsável pela exploração de bets ilegais na Paraíba e bloqueia mais de R$ 100 milhões
Uma operação deflagrada nesta quarta (8) bloqueou mais de R$ 100 milhões de organizações criminosas que utilizavam bets ilegais na Paraíba. A ação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em conjunto com a Polícia Civil, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e Loteria do Estado da Paraíba (Lotep), cumpriu uma decisão da 1ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça do Estado.
A ação foi deflagrada contra organizações criminosas responsáveis pela exploração clandestina de apostas de quota fixa no estado da Paraíba. A investigação destina-se a desarticular os grupos atuantes no estado.
Dando cumprimento a decisões proferidas pela 1ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, a investigação revelou a existência de uma complexa estrutura empresarial voltada à exploração ilegal de plataformas de apostas. Tais operações aconteciam sem autorização da SPA e sem credenciamento junto à Lotep. Isso vai em desacordo com a Portaria 14.790, que regulamenta o setor.
Empresas de fachada e lavagem de dinheiro
As investigações apontam que o grupo utilizava pessoas físicas e jurídicas interligadas para conferir aparência de legalidade às operações. Eles se valiam de empresas de fachada, capitais sociais incompatíveis com a realidade econômica dos sócios, sedes fictícias e ausência de estrutura operacional. Utilizavam intermediadores financeiros para movimentação de recursos, ocultação patrimonial e dispersão de valores.
Foram identificados indícios da prática dos crimes de exploração ilegal de loteria, organização criminosa, lavagem de capitais e fraudes eletrônicas.
A atuação coordenada permitiu o compartilhamento de inteligência estratégica, dados regulatórios e análises financeiras. Isso possibilitou a identificação da estrutura criminosa, seu modelo de funcionamento e sua cadeia de movimentação patrimonial.
As investigações permanecem em curso e seguem sob sigilo judicial. Novas informações serão divulgadas oportunamente, observados os limites legais e a necessidade de preservação da eficácia das diligências.