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Sócio da Pixbet é preso na Paraíba em operação que investiga evasão de divisas e lavagem de dinheiro

| By Gildo Mazza
Minoritário na sociedade (30%), Diomar Tadeu Dantas de Farias é primo de Ernildo Júnior, proprietário da casa de apostas.
Pixbet sócio bet preso

O sócio minoritário da Pixbet, Diomar Tadeu Dantas de Farias, foi preso na manhã desta quinta (17) na Paraíba, na segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. Ele detém 30% da casa de apostas e é primo de Ernildo Júnior, proprietário da bet.

A operação apura condutas relativas aos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a ordem tributária e financeira envolvendo a Pixbet. Além da detenção, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens.

Seu primo, Ernildo Júnior, foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a primeira fase da Operação Arena. Na ocasião, teve o carro e o celular apreendidos pela Polícia Federal.

A PixBet é investigada pela PF por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco estados, incluindo a Paraíba.

Em julho, a Justiça da Paraíba determinou a suspensão das plataformas de apostas online da PixBet em todo o Brasil. No mês seguinte, o Ministério da Fazenda adotou a mesma medida. Ainda determinou o cancelamento das apostas e devolução dos valores apostados aos usuários.

Empresas em cinco países

A PF investiga esquema de aquisição de criptoativos e troca de remessas entre empresas brasileiras e estrangeiras, para ocultar patrimônio e sonegar tributos. A bet chegou a ter companhias abertas em cinco países, incluindo uma no paraíso fiscal de Curaçao.

De acordo com a PF, as empresas efetuavam transferências para a Pixbet no Brasil sem justificar os valores recebidos. As empresas sediadas no exterior eram dirigidas do Brasil e simulavam operações para apontar legalidade na transferência de valores.

O esquema teria sido usado pela Pixbet para lavar dinheiro e financiar a regularização da empresa, segundo a PF. Na ocasião, a Polícia Federal efetuou 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados.