Primeiro ano das bets online licenciadas no Brasil gera US$ 7 bilhões em GGR
O setor de apostas licenciadas do Brasil gerou R$ 37 bilhões (US$ 7 bilhões) em GGR, que é a receita bruta sobre o jogo, de acordo com dados recém-lançados pelo regulador.
Na quinta-feira, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) publicou os dados do primeiro ano de legalização das bets no Brasil, cujo lançamento do mercado online regulamentado ocorreu no dia 1º de janeiro de 2025.
Os operadores licenciados pagaram em torno de R$ 2,5 bilhões em taxas de licenciamento, ao custo de R$ 30 milhões cada. O montante de R$ 9,5 milhões foi arrecadado a título de taxa de fiscalização.
The Brazilian Federal Revenue Service also published data this week. According to the report, the agency collected approximately R$ 10 billion in taxes from the licensed betting sector in 2025.
O Secretário da SPA, Regis Dudena, declarou que os dados coletados serão utilizados para avaliar futuras medidas de proteção aos apostadores no Brasil.
“O ano de 2025 marcou a primeira vez em que o estado marcou total presença nesse mercado,” disse Regis. “Os dados foram recebidos, permitindo um entendimento objetivo do setor, para além das ferramentas de monitoramento para acompanhar o cumprimento das regras estabelecidas.
Temos dados econômicos e informações sobre pessoas, o que nos ajuda a prevenir problemas no jogo e nos permite agir em coordenação com outros órgãos, como os Ministérios da Saúde, Esportes e Justiça.”
Plataforma de autoexclusão tem um início promissor
Em dezembro, a SPA lançou sua plataforma centralizada de autoexclusão, permitindo que os jogadores bloqueiem o acesso a sites de apostas.
O lançamento da Plataforma fez parte da agenda regulatória da SPA. Anteriormente, o regulador declarou que a plataforma de autoexclusão era a sua prioridade “mais importante.”
Nos primeiros 40 dias após o lançamento, a plataforma de autoexclusão recebeu mais de 217.000 solicitações.
O motivo mais frequente selecionado para autoexclusão foi “Perda de controle sobre o jogo – saúde mental,” enquanto 73% das solicitações foram por um período indefinido.
Tentativas da SPA de combater o mercado ilegal
As principais preocupações do setor licenciado no Brasil concentram-se na elevada carga tributária e no proeminente mercado ilegal.
Uma mudança recente na legislação fará a taxa de imposto aumentar gradualmente para 15%, ainda que muitas das estimativas atuais apontem que os operadores ilegais detenham até 50% do mercado.
A SPA tem feito tentativas para combater o mercado ilegal, revelando que, através da parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações, mais de 25.000 sites offshore foram bloqueados.
A Subsecretaria de Monitoramento e Inspeção registrou 132 processos contra 133 empresas em 2025, dos quais 80 atualmente se encontram em andamento para a aplicação de penalidades.
A SPA também tomou medidas para interromper transações financeiras envolvendo operadores ilegais.
Até o final de 2025, 54 instituições financeiras e de pagamento registraram 1.255 denúncias à SPA, relacionadas a 1.687 indivíduos suspeitos de fazer pagamentos a operadores ilegais. Por conta disso, 550 contas bancárias foram encerradas.
Um total de 412 processos de inspeção contra influenciadores de mídia social também foram concluídos, com 324 perfis e 229 publicações removidos.
“É importante deixar claro que a regulamentação existe para ser observada”, explicou Regis. “A SPA estará atenta ao seu cumprimento, e quem não o fizer estará sujeito às penalidades previstas na lei e na regulamentação.”
Quem está apostando no Brasil?
As 79 empresas licenciadas no Brasil relataram que 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas em 2025.
Desse total de 25,2 milhões, 68,3% eram homens, enquanto os 31,7% restantes eram mulheres.
As apostas foram predominantemente (28,6%) feitas por pessoas com idades entre 31 e 40 anos. As faixas etárias de 18 a 24 e 25 a 30 anos ficaram em segundo lugar, com 22,7%.
Os apostadores com mais de 61 anos representaram apenas 2,7% do total.
